Os Astecas – Parte 2

Os Astecas – Parte 2

Sociedade e política

A sociedade asteca era marcada pela diversidade e hierarquização e, no seu auge, a civilização asteca chegou a ter cerca de 11 milhões de habitantes. Nas regiões conquistadas, os astecas exigiam impostos dos povos sob seu domínio, e esses impostos eram pagos por meio de alimentosjoias e outros utensílios. A cessão de seres humanos como escravos para sacríficos também era aceito pelos astecas como pagamento.

A sociedade asteca possuía o imperador como o topo da pirâmide social. Conhecido como Huey Tlatoani, o imperador asteca era visto como a representação do deus mais importante dos astecas: Tezcatlipoca. Abaixo do imperador estava a nobreza, grupo que possuía cargos na administração do império dos astecas.

O grosso da sociedade era formado pelos homens comuns, um grupo que exercia diferentes funções na sociedade, como a de comerciantes. Existia a possibilidade de mobilidade social para os homens comuns. Por fim, na base da sociedade asteca estavam os escravos que, geralmente, eram criminosos e pessoas endividadas que pagavam suas dívidas por meio de seu trabalho. Na sociedade asteca, os escravos poderiam ter posses e família.

Religião

Representação moderna de Tezcatlipoca, um dos principais deuses do panteão asteca.

A religião asteca era politeísta, porque eles acreditavam em mais de um deus. A religião asteca, como era típico na região, incorporou elementos característicos da religião de outros povos. Um exemplo bem conhecido era o do deus asteca Quetzacoatl, que também fazia parte do panteão maia e era chamado de Kukulkán.

O deus mais poderoso, conforme acreditavam os astecas, era Tezcatlipoca. Outros deuses importantes do panteão asteca eram Quetzacoatl, Tlaloc e Tezcatlipoca. Uma característica importante da religião asteca era a realização de sacrifícios humanos. Essa prática acontecia por meio da retirada do coração com a vítima acordada.

A realização dessa prática justificava-se por meio dos mitos de fundação que os astecas acreditavam. Segundo as lendas astecas, o deus Quetzacoatl ofereceu o próprio coração em um ato de autossacrifício. Os astecas acreditavam que o funcionamento do Sol dava-se por meio da realização regular de sacrifícios humanos.

Cultura

Um aspecto importante da cultura asteca era conhecido como teotl, basicamente uma espécie de ligação que existia entre todos os seres do mundo com as forças do  mundo espiritual. Os astecas falavam que tudo que existia emanava teotl.

Possuíam um grande conhecimento de astronomia e isso era realizado pelos seus sacerdotes. Esse conhecimento em astronomia permitiu os astecas formularem dois calendários, sendo um utilizado no cotidiano e outro com grande valor religioso. O xiuhpohualli possuía 18 meses de 20 dias com mais 5 dias adicionais (considerados dias de azar). O tonalpohualli, o calendário religioso, possuía 13 meses de 20 anos.

Economia

A economia dos astecas focava-se naquilo que a agricultura fornecia-lhes. O cultivo agrícola dos astecas era muito próspero e isso deve-se, principalmente, à técnica de cultivo conhecida como chinampas. Nessa técnica, os astecas construíam ilhas artificiais nos canais do lago Texcoco, utilizando-se de material orgânico do fundo do lago.

Conquista dos astecas

Os astecas mantiveram o seu império até 1521, pois, nesse ano, sua capital foi conquistada pelos espanhóis liderados por Hernán Cortés. Os espanhóis chegaram na região em 1519 e iniciaram o processo de conquista e colonização do Vale do México. Os astecas na época eram governados por Montezuma II.

Os espanhóis aliaram-se com outros povos indígenas inimigos dos astecas e formaram um grande exército que atacou Tenochtitlán em 1521. Após a conquista dos astecas, os espanhóis iniciaram a colonização da região sob o nome de Vice-Reino da Nova Espanha.

Ruínas de um templo asteca localizado em Tenochtitlán, antiga capital asteca.

Por Daniel Neves Silva

Regiani

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